Cultura Urbana lança seu primeiro negócio social para impulsionar projetos sociais
O Instituto Cultura Urbana acaba de dar um passo inovador na busca por sustentabilidade financeira e impacto social. Com a inauguração do Bazar Cultura Urbana, o instituto transforma seu bazar tradicional em um negócio social, onde 100% do lucro líquido é reinvestido nos projetos sociais da organização.
Modelo Sustentável e Consumo Consciente
O Bazar Cultura Urbana incentiva novos valores e hábitos de consumo consciente, contribuindo para o desenvolvimento econômico de pequenos empreendedores, principalmente mulheres. O projeto vai oferecer capacitação profissional, venda consignada, descontos de até 70% e doação de produtos para fortalecer o estoque de brechós comunitários.
Um dos principais diferenciais é o programa Bazar Criativo, que vai promover a formação e contratação de jovens para atuar em diversas áreas do Bazar, como comunicação, atendimento ao público e logística. Além de gerar renda, os jovens adquirirem conhecimento e se qualificam para o mercado de trabalho.
Um Passo Importante para o Futuro
“As organizações sociais enfrentam um problema semelhante: a falta de recursos para continuar sua missão. No Cultura Urbana, já tivemos que paralisar projetos por conta disso. Por isso, reestruturamos nosso bazar e o transformamos em nosso primeiro negócio social, com metas ousadas a longo prazo. Nosso objetivo é que ele se torne um dos investidores dos nossos projetos”, destaca Fabrício Silvestre, fundador e CEO do Instituto Cultura Urbana.
A reestruturação levou 12 meses, incluindo pesquisas de mercado, estudos e visitações a outros bazares de referência, como o da Gerando Falcões, em São Paulo. Toda a estrutura física foi cuidadosamente planejada para criar um ambiente moderno e acolhedor, valorizando a comunidade local. As araras foram confeccionadas por um serralheiro da região, e o mural de grafite no interior da loja foi assinado pelo artista Leandro Ice.
A Mudança e Seus Impactos
Para Guida Marins, coordenadora do Bazar, a transformação foi essencial: “O antigo bazar não comportava muitas mercadorias e já não atraía os clientes. Muitas peças ficavam guardadas em caixas, dificultando a visualização. Não há comparação com o novo formato: agora temos cores vibrantes, um piso clean e expositores funcionais de dois andares, além de letreiros de identificação dos produtos. A iluminação foi projetada para valorizar o espaço, e contamos com provador, espelho e som ambiente. Outra grande melhoria foi a implantação de um sistema informatizado para controle de vendas, que nos permite acompanhar melhor os indicadores financeiros. Também passamos a utilizar embalagens personalizadas e sustentáveis, o que tem agradado bastante nossa equipe e os clientes”.
Engajamento da Comunidade e Parcerias Empresariais
O Bazar Cultura Urbana também aposta em ações para envolver empresas e a comunidade. O Programa Condomínio Responsa incentiva moradores de condomínios a doarem itens que não utilizam mais, promovendo a sustentabilidade e reduzindo o desperdício. Já a iniciativa Empresa Responsa busca parcerias com empresas comprometidas com a responsabilidade social corporativa, garantindo doações de produtos para abastecer o bazar.
Para Fabrício Silvestre, o grande desafio agora é a consolidação do modelo: “Nosso foco é estabelecer estratégias bem definidas para que o negócio gere lucro de forma sustentável. No setor social, temos um espírito de ‘bora fazer’, mas precisamos equilibrar isso com uma gestão profissional e uma análise cuidadosa dos números. Não podemos permitir que o bazar se torne apenas mais um bazar social; ele precisa ser uma fonte real de investimento para nossos projetos”.
Com um conceito inovador e um olhar estratégico, o Bazar Cultura Urbana surge como um exemplo de como negócios sociais podem transformar realidades e impulsionar o desenvolvimento comunitário. Agora, o desafio é fazer com que essa iniciativa alcance todo o seu potencial e inspire outras organizações a trilharem o mesmo caminho.
Por: Cultura Urbana
Data: 08/06/2023